sexta-feira, junho 20, 2014
quinta-feira, junho 19, 2014
Um Emmy especial
quarta-feira, junho 18, 2014
Días de fútbol (2003)
António, nos seus trintas, acaba de sair da prisão e, devido a algumas sessões de terapia de grupo, está convencido que a psiquiatria é o seu futuro. Sem um curso que lhe abra portas a esse sonho recente e sem dinheiro para estudar, acaba por ter que se render à oportunidade de ser taxista e conseguir deste modo juntar alguns trocos. Infeliz da vida, António julga ainda assim que os seus quatro grandes amigos de infância estão ainda pior do que ele. Jorge foi abandonado pela mulher, Miguel passa a vida a fazer o que a esposa manda, Charlie finge ser um actor de sucesso para impressionar meio mundo e Ramon tem chatos lá em baixo por se ter aventurado com uma prostituta. Decidido a ajudar os amigos a ganharem um novo ânimo - qual psiquiatra de elite -, António reúne a pandilha e convoca-os a participar num campeonato de futebol de sete, defendendo que uma vitória em campo seria a chave para um novo começo nas suas vidas. Decididos a ajudar o pobre António a adaptar-se à sociedade após o enclausuramento de que foi alvo, os quatro amigos alinham na ideia. Ou seja, no fundo ninguém queria jogar mas todos o fizeram a pensar que estavam a ajudar o próximo. Vencedor de um Goya para Actor Revelação (Fernando Tejero), "Días de fútbol" tem alguns momentos divertidos e interessantes na sua narrativa, mas perde a sua credibilidade através de sucessivos gags que revelam uma necessidade incompreensível de fazer rir o espectador através da estupidez e do surreal (pioneses no rabo ou telemóvel à cintura durante os jogos, por exemplo). Ainda assim, um elenco equilibrado e competente e um retrato de grupo coeso e engraçado justificam uma oportunidade.
terça-feira, junho 17, 2014
segunda-feira, junho 16, 2014
CCOP - Top de Maio de 2014

1. Capital Humano, de Paolo Virzì | 8,20
2. A Lancheira, de Ritesh Batra | 7,83
3. Ruína Azul, de Jeremy Saulnier | 7,63
4. Debaixo da Pele, de Jonathan Glazer | 7,29
5. Depois de Maio, de Olivier Assayas | 7,00
6. O Duplo, de Richard Ayoade | 6,88
7. Joe, de David Gordon Green | 6,83
8. X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, de Bryan Singer | 6,45
9. Sacro GRA, de Gianfranco Rosi | 6,25
10. No Limite do Amanhã, de Doug Liman | 6,17
11. Má Vizinhança, de Nicholas Stoller | 6,00
12. Godzilla, de Gareth Edwards | 5,90
13. Matraquilhos, de Juan José Campanella | 5,60
14. Transcendence - A Nova Inteligência, de Wally Pfister | 5,57
15. Grace de Mónaco, de Olivier Dahan | 4,50
domingo, junho 15, 2014
sábado, junho 14, 2014
sexta-feira, junho 13, 2014
Cass (2008)
Esta é a história verídica de como um bebé órfão jamaicano adoptado por um casal típico britânico se tornou, numa zona dominada por brancos e com graves problemas associados ao racismo e ao xenofobismo nas suas camadas sociais mais profundas, num dos homens mais respeitados e temidos do submundo londrino. Carol "Cass" Pennant passou de jovem oprimido pela sua cor de pele a líder dos ICF (Inter-City Firm), claque de futebol do West Ham United, um dos grupos organizados de hooligans mais violentos de Inglaterra. E acaba mesmo por ser nesta dualidade de interesses - o ser negro numa altura em que era díficil sê-lo vs a violência sem limites dos hooligans - que o realizador/guionista Jon Baird se perde, não sabendo bem em qual das vertentes se focar. Há uma fase inicial em que parece que o que lhe interessa é o conflito de relevância racial, mas rapidamente deixa-se levar pelo lado de influência social dos hooligans em gerações de adolescentes, baseando grande parte da narrativa em actos insensatos e desmesurados das claques. E, nesse capítulo, não traz nada de novo ao cinema e, no meio de tanto palavrão, acaba por ser uma repetição quase desnecessária de vários outros títulos britânicos recentes dedicados ao hooliganismo. Interpretações sem grande relevo - o vilão interpretado por Nonso Anozie acaba quase por ser demasiado simpático para ser credível enquanto alguém que racha cabeças por passatempo - fazem deste "Cass" uma biografia cinematográfica cujo potencial individual desvairou-se no colectivo.
quinta-feira, junho 12, 2014
quarta-feira, junho 11, 2014
terça-feira, junho 10, 2014
Take 35 - Futebol
BOLA AO POSTE
As duas grandes paixões do nosso tempo combinam pouco e mal. Pronto, está dito. Um começo certamente decepcionante para uma edição que deveria tentar convencer o leitor do contrário. Que futebol e cinema, cinema e futebol, dois fenómenos contemporâneos com capacidade para nos fazer sonhar e apaixonar, sorrir e chorar, criar autênticos ídolos de multidões e heróis de gerações, nasceram para co-existir. Mas calma, nem tudo está perdido. Escondidos no fundo dos túneis de acesso ao relvado, alguns remates certeiros provam que a vitória, por mais improvável que seja perante desportos técnica e artisticamente dominados como o boxe ou as corridas de automóveis é possível. Nesta edição, tentámos falar de todos: dos penaltis que acabam com a bola fora do estádio, dos que batem no poste e saem pela linha de fundo e, até, de um ou outro golo de meio-campo, completamente inesperado.
Das mulheres em campo aos Busby Babes, de Eusébio a Pelé, de Maradona a Zidane, de Garrincha a Tostão, de Cantona a Cruyff, dos hooligans aos árbitros, esta Take dedicada à relação entre o cinema e o futebol, com enfoque óbvio no Mundial que este ano se realiza no Brasil, descobriu e analisou exemplares cinematográficos para todos os gostos e clubismos. E para quem julga que apreciar e vibrar com algo tão "banal" quanto o futebol é um sinal social de falta de cultura, esta edição é um autêntico cabrito que resultará num belíssimo golo de trivela.
http://www.facebook.com/take.com.pt
segunda-feira, junho 09, 2014
domingo, junho 08, 2014
Shaft (1971)
Com uma banda sonora inesquecível da autoria de Isaac Hayes que se tornou no primeiro álbum de música Soul a liderar as tabelas das mais ouvidas nos EUA - e logo por umas incríveis sessenta semanas -, "Shaft" transformou-se num clássico instantâneo da Blaxpoitation, uma lenda cinematográfica do combate ao crime entre o carisma funky da personagem de Richard Roundtree e a realização destemida do conceituado fotógrafo da revista Time, Gordon Parks. Como curiosidade, "Shaft" rendeu à MGM cerca de vinte e seis vezes o seu orçamento de produção, salvando o estúdio de uma bancarrota certa em 1971. Duas sequelas sem grande impacto, um remake com Samuel L. Jackson como herói e uma série de televisão depois, o "Shaft" original continua intacto.
sábado, junho 07, 2014
sexta-feira, junho 06, 2014
quinta-feira, junho 05, 2014
quarta-feira, junho 04, 2014
terça-feira, junho 03, 2014
The Night of the Iguana (1964)
Lawrence Shannon é um padre em desgraça: depois de um rumor sobre uma relação sexual proibida o ter afastado da igreja contra a sua vontade, Shannon é agora um guia turístico com problemas com o álcool na costa oeste mexicana. Naquela que poderia ser muito bem outra excursão sem história com um grupo de professoras reformadas norte-americanas, Shannon vai ser assediado por uma adolescente e, mesmo resistindo ao pecado, acabará envolvido numa espiral de ataques à sua credibilidade que podem muito bem colocar em risco o seu novo emprego.
Adaptação da peça da Broadway de um dos mais premiados dramaturgos do século passado (Tennessee Williams), "A Noite da Iguana" é um ensaio filosoficamente poderoso sobre a tentação e o pecado, sobre a fragilidade do espírito humano em ambientes adversos, onde as fantasias proibidas de um homem sexualmente subjugado são colocadas à prova num contexto tão freudiano quanto paradisíaco. Filme que pôs a vila mexicana de Puerto Vallarta no mapa turístico de milhões de norte-americanos no último meio-século, "The Night of the Iguana" é, enquanto produto cinematográfico, tão fascinante em alguns aspectos quanto monótono e até entediante em certas partes da sua narrativa. Com um elenco de luxo - Richard Burton, Ava Gardner e Deborah Kerr eram algumas das mais bem pagas estrelas da época - e uma realização improvável - o grande John Huston estava acostumado a outras andanças mais mexidas -, a obra que reutiliza a Lolita Sue Lyon como mulher irresistível teve uma das mais badaladas produções de sempre, com ciúmes, armas e caprichos de vedeta à mistura, o que em parte também explica o porquê de Houston não ter conseguido uma transposição para a grande tela do carácter alegórico e intelectualmente subterrâneo do material teatral que tinha em mãos.
Adaptação da peça da Broadway de um dos mais premiados dramaturgos do século passado (Tennessee Williams), "A Noite da Iguana" é um ensaio filosoficamente poderoso sobre a tentação e o pecado, sobre a fragilidade do espírito humano em ambientes adversos, onde as fantasias proibidas de um homem sexualmente subjugado são colocadas à prova num contexto tão freudiano quanto paradisíaco. Filme que pôs a vila mexicana de Puerto Vallarta no mapa turístico de milhões de norte-americanos no último meio-século, "The Night of the Iguana" é, enquanto produto cinematográfico, tão fascinante em alguns aspectos quanto monótono e até entediante em certas partes da sua narrativa. Com um elenco de luxo - Richard Burton, Ava Gardner e Deborah Kerr eram algumas das mais bem pagas estrelas da época - e uma realização improvável - o grande John Huston estava acostumado a outras andanças mais mexidas -, a obra que reutiliza a Lolita Sue Lyon como mulher irresistível teve uma das mais badaladas produções de sempre, com ciúmes, armas e caprichos de vedeta à mistura, o que em parte também explica o porquê de Houston não ter conseguido uma transposição para a grande tela do carácter alegórico e intelectualmente subterrâneo do material teatral que tinha em mãos.
segunda-feira, junho 02, 2014
domingo, junho 01, 2014
The Crawling Dead
sábado, maio 31, 2014
sexta-feira, maio 30, 2014
TCN Blog Awards 2014 - Categorias
Blogger do Ano
Blogue Individual de Cinema
Blogue Colectivo de Cinema
Blogue de Televisão
Novo Blogue de Cinema/TV
Artigo de Televisão
Artigo de Cinema
Crítica de Televisão
Crítica de Cinema
Entrevista
Reportagem/Cobertura
Iniciativa
Rubrica
Site/Portal
Prémio Memória
Tal como nos últimos dois anos, o sistema de votação será partilhado entre uma academia de jurados e o público. Para que cada blogue/site/blogger tenha mais tempo para planear e decidir as suas candidaturas, decidimos anunciar as categorias com alguma antecedência. Os prazos e condições para entrega das vossas escolhas será definido posteriormente, sendo provável que tal ocorra, como no passado, no mês de Outubro. Para Blogue Individual de Cinema serão consideradas válidas todas as candidaturas cujos blogues contenham 90% ou mais de entradas assinadas em nome de um só elemento. O Prémio Memória tem como objectivo homenagear blogues de cinema/tv hoje inactivos. O homenageado será decidido pela organização e será revelado apenas na cerimónia de entrega dos troféus.
quinta-feira, maio 29, 2014
quarta-feira, maio 28, 2014
terça-feira, maio 27, 2014
Midnight Cowboy (1969)
Primeira fita com classificação etária restrita a maiores de dezoito anos a conquistar o Óscar de Melhor Filme, "O Cowboy da Meia-Noite" chocou Hollywood no final dos anos sessenta com a exploração mainstream de temas sombrios como a homossexualidade, a prostituição e a violação. História de um jovem texano armado em playboy na urbana Nova Iorque e da sua amizade improvável com um ítalo americano aldrabão e sem-abrigo, "Midnight Cowboy" foi o espelho de uma era radical nos Estados Unidos da América, onde uma geração hippie lutava nas ruas contra padrões pré-definidos e moribundos de comportamento social. Construído em catarse, com recordações recalcadas a justificarem constantemente as acções e os medos de Joe Buck, a obra de culto de John Schlesinger ("Marathon Man") tende a banalizar-se com o seu envelhecimento - e respectiva evolução da sociedade -, mas será para sempre recordada como uma pedrada num charco pestilento, onde ser moralmente desigual era perigoso até no box-office. E quem não se lembra de cantarolar "Everybody's Talking"?
segunda-feira, maio 26, 2014
domingo, maio 25, 2014
Metal Gear Solid no cinema?
sábado, maio 24, 2014
sexta-feira, maio 23, 2014
quinta-feira, maio 22, 2014
West Side Story (1961)
Vencedor de dez estatuetas douradas da Academia norte-americana - entre as quais a de Melhor Filme e Melhor Realizador -, "West Side Story" é ainda hoje relembrado como um dos musicais de Hollywood de maior sucesso e impacto em todo o mundo. Com uma banda sonora inolvidável, diversos temas como "America", "Somewhere", "Maria", "The Jet Song", "I Feel Preety" e "Tonight" a conquistarem um selo de intemporalidade e coreografias tão arrebatadoras quanto ritmadas, "Amor Sem Fronteiras" transpôs de forma irrepreensível o hit teatral da Broadway para a grande tela. Ainda que, com um orçamento na altura escandaloso de seis milhões de dólares, convites recusados por estrelas como Elvis ou Hepburn para os papéis principais e ninguém do elenco original a dar um passito de dança na versão cinematográfica, não tenha faltado polémica suficiente para tornar a sua produção famosa e a sua estreia uma incógnita.
Versão adaptada da tragédia amorosa shakesperiana de Romeu e Julieta, com bandos rivais nova-iorquinos à mistura (os norte-americanos Jets e os porto-riquenhos Sharks), o filme co-realizado por Robert Wise e Jerome Robbins (este último, coreógrafo da peça teatral, foi despedido pelos produtores a meio das filmagens, devido à sua continua insatisfação com as cenas musicais e com as ideias de Wise, recebendo ainda assim o Óscar na altura devida) foi considerado o segundo melhor musical de sempre pela American Film Institute - apenas batido por "Singin' in the Rain" - e mantem-se hoje, nos seus dois actos, tão moderno e revigorante como no início da década de sessenta. Na altura, a sua mensagem contra a discriminação e contra a violência racial, dois anos antes do famoso "I Have a Dream" de Martin Luther King, foi passaporte assegurado para o sucesso na crítica. O público, esse, não resistiu aos encantos de Natalie Wood, Rita Moreno, Richard Beymer e George Chakiris.
Versão adaptada da tragédia amorosa shakesperiana de Romeu e Julieta, com bandos rivais nova-iorquinos à mistura (os norte-americanos Jets e os porto-riquenhos Sharks), o filme co-realizado por Robert Wise e Jerome Robbins (este último, coreógrafo da peça teatral, foi despedido pelos produtores a meio das filmagens, devido à sua continua insatisfação com as cenas musicais e com as ideias de Wise, recebendo ainda assim o Óscar na altura devida) foi considerado o segundo melhor musical de sempre pela American Film Institute - apenas batido por "Singin' in the Rain" - e mantem-se hoje, nos seus dois actos, tão moderno e revigorante como no início da década de sessenta. Na altura, a sua mensagem contra a discriminação e contra a violência racial, dois anos antes do famoso "I Have a Dream" de Martin Luther King, foi passaporte assegurado para o sucesso na crítica. O público, esse, não resistiu aos encantos de Natalie Wood, Rita Moreno, Richard Beymer e George Chakiris.
quarta-feira, maio 21, 2014
terça-feira, maio 20, 2014
Diogo Morgado vai ser jogador do Benfica
segunda-feira, maio 19, 2014
domingo, maio 18, 2014
sábado, maio 17, 2014
The Asphalt Jungle (1950)
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