segunda-feira, novembro 30, 2015
Dexter (S5/2010)
domingo, novembro 29, 2015
sábado, novembro 28, 2015
Torrente, el brazo tonto de la ley (1998)
sexta-feira, novembro 27, 2015
quinta-feira, novembro 26, 2015
quarta-feira, novembro 25, 2015
Netflix Portugal
terça-feira, novembro 24, 2015
segunda-feira, novembro 23, 2015
Nas Nalgas do Mandarim
domingo, novembro 22, 2015
sábado, novembro 21, 2015
Jessica Jones? Trish Walker!
sexta-feira, novembro 20, 2015
quinta-feira, novembro 19, 2015
The Green Inferno (2013)
quarta-feira, novembro 18, 2015
terça-feira, novembro 17, 2015
John Wick (2014)
segunda-feira, novembro 16, 2015
Livro Posters Caseiros Vol.2
domingo, novembro 15, 2015
sábado, novembro 14, 2015
Não vai acreditar onde esta actriz trazia o iPod
sexta-feira, novembro 13, 2015
quinta-feira, novembro 12, 2015
A morte dos blogues
O tráfego deixou de surgir de uma ligação inter/intrablogosférica - da partilha de links aos comentários nos próprios blogues que geravam visitas de retorno, algumas por cortesia "profissional" - para ser quase todo proveniente do Facebook e das partilhas que lá são feitas. A vistoria obrigatória do início do milénio, antes do Google Reader e de outros feed readers posteriores, que obrigava a colocar os nossos blogues predilectos nos favoritos e visitá-los com frequência, foi substituída pela falsidade de uma leitura incógnita e misteriosa que pouco ou nenhum feedback nos dá sobre o nosso trabalho, sobre um número real de pessoas que nos lêem e seguem. Ser blogger era uma paixão amadora, não um negócio profissionalizado. Ser blogger era ter uma voz independente, que criava conteúdos únicos e não se limitava a copiar press-releases ou divulgar notícias que podiam (e podem ainda) ser encontradas em mil e um outros locais. Ser blogger era ter dez, quinze comentários estruturados por publicação guardados para a eternidade e não trinta ou quarenta de meia dúzia de palavras que, em menos de uma semana, caiem no esquecimento. Ser blogger era estar genuinamente preocupado em ter uma conversa com os nossos leitores, não com o grau de viralidade (os likes que geram likes) de um post. Que saudades tenho eu da velha escola da blogosfera; aquela que evoluiu e se transformou hoje numa mutação entre várias espécies sociais (FB, Twitter, etc.) de modo a não cair no esquecimento. Resta-me a consolação de imaginar, um dia distante daqui a cinquenta anos, sentado à frente de um aparelho qualquer tecnológico a reler e relembrar uma vida inteira dedicada a um hobbie. E, quem sabe daqui a um século, com os meus netos a admirarem o falecido avô que era "muito à frente" e falava de maminhas e rabos pelo menos uma vez por mês.
quarta-feira, novembro 11, 2015
terça-feira, novembro 10, 2015
Spring Breakers (2012)
segunda-feira, novembro 09, 2015
Ronaldo (2015)
A grande verdade é que não existe, neste momento da sua vida, qualquer razão de ser neste "Ronaldo" que não um capricho de um ego tão inflamado que já não sabe o que fazer para se promover. Mostrar uma garagem repleta de carros de luxo, uma relação apaixonada (ou seja, normal) de pai-filho e o dia-a-dia de um futebolista de elite e daqueles que o rodeiam não é propriamente uma história de vida que mereça destaque. Mais interessante seria, por exemplo, um documentário sobre a Dona Dolores, uma mulher que teve que criar quatros filhos em condições humildes, lidar com um marido alcoólico que descarregava nela as suas frustrações, que viu o filho mais velho seguir o mesmo caminho do pai e que, depois de decidir não abortar um filho indesejado - nada mais nada menos que CR7 -, teve que o "abandonar" em criança. E, tantos anos e tantas lutas depois, perceber como foi a transição súbita da pobreza para a riqueza extrema.
Seja como for, como documentário "Ronaldo" é frágil e frouxo. A razão principal é óbvia: ao contrário do que é costume nos grandes títulos do género, repletos de histórias e imagens de arquivo, quase todos os fotogramas da vida de Ronaldo são falsos, fabricados perante as câmaras pelos protagonistas que sabem que estão a ser filmados com o fim de serem transformados em estrelas de cinema. O que ali há de honestidade ou de representação, só os próprios saberão. Se não são fanáticos por Cristiano Ronaldo, fiquem-se pelo trailer. É bem melhor que o produto final. Dúvidas? O Daniel Oliveira já fez melhor (não muito) e nem precisou de uma hora.
domingo, novembro 08, 2015
sábado, novembro 07, 2015
The Usual Suspects (1995)
sexta-feira, novembro 06, 2015
quinta-feira, novembro 05, 2015
TCN e a hora da despedida
Pensei escrever as palavras que se seguem várias vezes durante os últimos meses; estive mesmo quase a fazê-lo logo em Janeiro passado após a quinta cerimónia dos TCN Blog Awards, mas decidi aguardar um pouco e arrefecer as ideias, não fosse arrepender-me desta tomada de posição que não tem volta a dar. Hoje, depois de muito ponderar nas últimas semanas, findado que está o anúncio dos nomeados para os #TCN2015, creio que chegou a melhor hora para o fazer: estes serão os últimos TCN Blog Awards sob a minha organização. Espero, desejo, suspiro, que não sejam os últimos TCN Blog Awards de sempre.
Não termino este reinado, esta aventura de seis anos, pelas críticas negativas que surgiram de vários lados: estas foram recorrentes desde 2010, mas muito importantes para ir desenvolvendo novos métodos de votação e organização, criar e dividir categorias, modificar muitos aspectos e parâmetros que tornaram esta celebração anual da blogosfera melhor, mais justa (ou menos injusta, dirão outros), diferente ano após ano. Sempre tolerei e aproveitei todas as críticas para amadurecer os TCN e, confesso-vos, seria a ausência delas que me preocuparia, que me faria pensar que a blogosfera não estava viva e preocupada com o seu bem-estar, com a sua credibilização. Não o faço também pela ausência nesta edição de vários blogues, espaços e bloggers importantes e históricos que, com o tempo, afastaram-se dos TCN pelas mais variadas razões: porque não foram nomeados quando achavam que deviam ter sido; porque perderam quando acharam que deviam ter ganho; porque se sentiram mal tratados como vencedores; porque eram agora mais do que um blogue e não queriam ser confundidos como tal; porque não concordaram que a votação passasse a ser fechada a uma Academia e abandonasse o público; entre tantas outras razões e guerrilhas pessoais. Por fim, não deixo a pasta também porque alguns dos que agora concorreram o fizeram, unicamente, por especial favor e respeito à minha pessoa. É um sinal preocupante para o futuro, mas importa sim focar naqueles que sempre admiraram e defenderam os TCN com unhas e dentes e lutaram para manter vivo este conceito, esta ideia, este encontro anual de bloggers de cinema e televisão.
Faço-o sim porque não tenho a motivação, a disponibilidade pessoal, a vontade de continuar com este hobby que tanto tempo me rouba, tanto trabalho me dá neste momento. Durante anos contei com o José Soares, da Take, para tratar de toda a parte logística da cerimónia, dos convidados, dos patrocinadores, dos prémios, de tudo o que estava relacionado com o evento físico em si; com o Manuel Reis, o nosso host insubstituível, a tratar da produção do espectáculo, do guião, da festa em palco. E eu, sem grande esforço e muito prazer, a tratar da parte que realmente gostava: a da blogosfera propriamente dita, dos conteúdos, das nomeações e das votações. Pois bem, para esta sexta edição dos TCN (e, previsivelmente, qualquer outra futura que se seguisse), não há José - devido à ruptura do ano passado com a Take - nem Manuel - por motivos pessoais relacionados com a sua nova e salutar vida universitária. E este tornou-se um navio demasiado complicado para ser navegado por um marinheiro só. Mesmo que, na sala dos motores, um incansável Edgar trate de manter as hélices a rodar - todo o grafismo dos TCN, do logo aos cartazes, é de sua autoria - e, à espera no porto, esteja um rebocador de luxo, o Miguel (e a sua equipa), que todos os anos atraca e amarra em grande estilo o navio TCN com os seus vídeos fantásticos. Sem eles, este Titanic já tinha embatido num iceberg qualquer. Com eles, este ano, espero ainda conseguir levar a embarcação a bom porto, por uma última vez, seja em que moldes for, com ou sem troféus, com ou sem almoço, com ou sem espectáculo, e reformar-me feliz, realizado e, acima de tudo, de consciência tranquila que sempre tudo fiz para levar esta blogosfera mais longe, abri-la a outros meios e mundos e, acima de tudo e modéstia à parte, premiá-la e motivá-la a continuar e a crescer como nunca nenhum outro fez.
O timing para o anúncio desta despedida não é inocente: criará um sentimento especial para a próxima - e, quem sabe, última - cerimónia, oferece dois meses de antecedência para reflexão a qualquer blogger (ou grupo de bloggers) que tenha a coragem, vontade e determinação de "salvar" os TCN e continuar com esta celebração e, finalmente, não estraga um dia que é suposto ser de festa e de convívio com o anúncio inesperado, no próprio dia, do fim de uma era. A todos os que sempre apoiaram os TCN ao longo destes seis anos, criticando-os ou não, o meu gigantesco obrigado. Chegou a hora de dedicar-me a outros projectos com a mesma paixão e motivação que, no passado, senti pelos TCN. De um livro com um grande amigo desta blogosfera a um podcast focado neste nosso pequeno mundo, bichinho fomentado pelo genial VHS. Para esta sexta edição, um pedido de SOS a todos: contactos, locais, cunhas e ideias para que, dia 9 de Janeiro de 2016, o barco não ponha água. Porque, "I ain't nothing but tired, man I'm just tired, and I could use just a little help because you can't start a fire without a spark, this gun's for hire even if we're just dancing in the dark".
quarta-feira, novembro 04, 2015
terça-feira, novembro 03, 2015
TCN 2015: Nomeados Entrevista
"Guillermo no geral como realizador é muito minucioso. Não é um realizador que te dê liberdade criativa. Mas isso em parte é bom porque ele tem bem claro o que quer. É muito visual. É tudo “levanta a mão agora, agora diz a frase, agora mexe-te”. E isso é bom porque sabes que o resultado final vai ser o que ele tinha em mente, não há espaço para o improviso e nesse caso para mim era muito positivo porque como criança, como jovem, não tens tantos recursos como actor. Não tens tantos instrumentos."
"Afinal Deus existe. Mas como é um idiota, vive em Bruxelas "onde faz as leis estúpidas para nos lixar a vida". A sua primeira recordação marcante do cinema fantástico foi "Bambi" "uma experiência maravilhosa e aterradora" o que apenas confirma Walt Disney como um mestre incontornável do fantástico, ainda que os seus cineastas de referência sejam Fellini, Gilliam e Tarkovski."
"É difícil falar nisto porque foram múltiplos anos de sucessivas ilusões que só mais tarde se transformaram em desilusões. Foi um processo doloroso porque nunca ninguém nos disse “não” ao projecto. A série foi adiada múltiplas vezes durante 3 anos até que nos fartamos de esperar. Mas acho que o Falcão não falhou em Portugal. Acho sinceramente que foi Portugal que falhou ao Falcão. Nomeadamente a televisão portuguesa que pura e simplesmente não quis que o projecto fosse feito."
"Talvez historicamente o peso da crítica se tenha perdido um pouco, mas acredito que encontra uma ressonância muito grande na própria cinefilia, na partilha de ideias e de sensações. Muitas vezes procuro críticas porque quero encontrar maneira diferentes de compartilhar a mesma ideia, por isso nessa vertente ainda é algo muito frequente."
"Tal como nos outros filmes, eu gosto do eco das coisas violentas e gosto de uma coisa que os ingleses denominam muitas vezes que é a aftermath, depois da catástrofe. Eu não me interesso pelo momento em si do conflito, mas pelo que resta disso, o que sobra disso em ecos, reflexos. De certa forma também os reflexos criam uma cinematografia que não é directa."
"O público está familiarizado com a envolvente rural graças à série televisiva, por isso criámos um cenário em que aquelas personagens dão como garantido o seu pequeno e feliz lugar no campo. No fundo isso acontece com todos nós, crianças ou adultos: esquecemos quão boas são certas coisas que nos são próximas. "
"De facto, é muito difícil encontrar obras de cinema português que se adequem, por um lado, às suas próprias estratégias de distribuição e divulgação e, por outro, dos nossos critérios para selecionar um filme – que, para além da qualidade, pressupõe que não possam ser incluídas no festival obras que já tenham circulado em Lisboa. Mas, mais importante que tudo isso, é a própria fragilidade da produção cinematográfica em Portugal. Como se sabe, houve um “ano zero” em 2013 e seria muito otimismo achar que o cinema português já conseguiu sair desta espécie de “coma induzido”."
"O filme foi, assim, um evento cultural, um evento político, e constituiu um movimento por si só. E foi fantástico o que aconteceu nos tribunais rabínicos, em que perguntaram aos juízes se tinham visto o filme e eles disseram que «não, não vi o filme». Mas a corrente foi muito forte e eles tiveram que respeitá-la e acabaram por ver o filme. "
Subscrever:
Mensagens (Atom)